DV na Mídia

Notícias sobre o Projeto DV na Trilha, em mídias, por todo o país.

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Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada
de brava, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos
de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.

\\"Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor\\".
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões
de pequenos gestos são maneiras de amar.
Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem
retribuição física, são facilidades do corpo.

Porém, há diversas outras demonstrações mais sutis.
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela
mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como
tanta gente faz: cafunés.

Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas,
puxando rabos de cavalo, rindo soltas.
Quanto jeito que há de amar.

Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores
feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais:
\\"lembrei de você\\".
É este o único e melhor motivo para azaléias, margaridas, violetinhas.
Quanto jeito que há de amar.

Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de
carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta
respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que
se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade
quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se
for para evitar feridas e dores desnecessárias.
Quanto jeito que há de amar.

Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança
bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e
botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear,
chamar pra ver a lua, dar banho em quem não consegue
fazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir
os amigos, ouvir os parentes, ouvir.
Quanto jeito que há de amar.

Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear,
trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar
segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar
doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cd\\''s, brinquedos, brincar...
Quanto jeito que há.\\"

Texto de autoria de Adélia Prado e enviado para a lista de discussão do Projeto DV na Trilha, em, 28Jul2010, por Marcos Vieira(Chambinho), com as seguintes observações:

Eu acrescentaria mais algumas coisas, tipo:
Levar para passear,
\\"ensinar\\" a pedalar,
ser os olhos numa aventura,
ser o companheiro que te segura...

Marcos Vieira
(Chambinho)

Imagem de Adauto e Weimar, ao fundo, ligados por uma corda no braço, correndo sobre um solo irregular, de cascalho e ao redor, uma mata

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A primeira aventura de Weimar e Adauto foi uma viagem. Partiram de Brasília com destino a Paraty, em uma bicicleta dupla, para desbravar o Brasil. Foram 1700 km de causos, aventura, superação, e o início de uma grande amizade. O segundo projeto da dupla foi ainda mais ambicioso: Atravessar correndo o pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, próximo à cidade de Corumbá, um dos maiores refúgios da vida silvestre no Brasil. 


A primeira aventura de Weimar e Adauto foi uma viagem. Partiram de Brasília com destino a Paraty, em uma bicicleta dupla, para desbravar o Brasil. Foram 1700 km de causos, aventura, superação, e o início de uma grande amizade. O segundo projeto da dupla foi ainda mais ambicioso: Atravessar correndo o pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, próximo à cidade de Corumbá, um dos maiores refúgios da vida silvestre no Brasil. Numa parceria da Desbrava com Cinevideo e direção de Caetano Curi, o documentário feito para a TV tem 52 minutos, e retrata a saga repleta de desafios, superação, planejamento, a fauna e a flora pantaneira, além da insana proposta: correr 120 km ininterruptamente, em menos de 24 horas.

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Queridos amigos,

2009 chegou e já começamos com uma notícia maravilhosa.

Ontem, dia 29/01/2009, às 7:00hs da manhã, partiram rumo a Paraty, a dupla Adauto, deficiente visual do Projeto DV na Trilha, e Weimar. Eles percorrerão um total de 1627 km em 18 dias. Só ontem foram 160 km de pedal!

Embora não faça parte das atividades do Projeto, e até por isso, entendemos esta super aventura como a prova de que os nossos objetivos estão se realizando. Afinal, o que mais buscamos é a integração social, promovendo superações, por meio da prática do ciclismo. E é o que está acontecendo.

Na página do Desbrava é possível saber detalhes e o roteiro da cicloviagem: www.desbrava.com

Acreditamos que nossa participação, por meio de telefonemas e recados na página do Desbrava, será uma força importante para o Adauto vencer mais este desafio. O telefone do Weimar é: 61 8125- 1500.

Agradecemos e parabenizamos a todos que têm contribuido para que o Projeto DV na Trilha possa \\\"plantar sementes\\\" e ver multiplicarem- se as iniciativas de conquistas e superação de preconceitos e dificuldades! !!!

À Coordenação do Projeto, aos nossos condutores, amigos e apoiadores: muito obrigada!!!! !!!!!

Adauto e Weimar, boa viagem. Estamos com vocês!!!!!

Grande abraço a todos,

Simone Cosenza
Coordenação do Projeto DV na Trilha


Um pouco da trajetória do Adauto no
Projeto DV na Trilha

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Três pequenas mochilas pesando pouco mais de 28 quilos. Esta é toda a bagagem que acompanhará os ciclistas Weimar Pettengil, 37 anos, e Adauto Xavier da Trindade Belli, 37 anos, no trajeto de quase 1,7 mil km (20% apenas de asfalto) a serem percorridos pela dupla até Paraty, no Rio de Janeiro.


Três pequenas mochilas pesando pouco mais de 28 quilos. Esta é toda a bagagem que acompanhará os ciclistas Weimar Pettengil, 37 anos, e Adauto Xavier da Trindade Belli, 37 anos, no trajeto de quase 1,7 mil km (20% apenas de asfalto) a serem percorridos pela dupla até Paraty, no Rio de Janeiro.

Sob um céu encoberto de nuvens e uma brisa fria, a dupla deixou a capital federal na manhã desta quinta-feira (29/01) em direção a uma viagem nunca antes vivida por eles, mas já sonhada por Weimar.

A bordo de uma bicicleta Tandem de cor azul- que leva duas pessoas - eles partiram. Sentado a frente da bike, Weimar ficará responsável pelo percurso que irá durar 18 dias. A função de Adauto será registrar todos os momentos desta aventura. O carona em decorrência de uma retinose pigmentar, quase não enxerga.

Antes mesmo da cidade acordar, amigos e familiares já se concentravam na Catedral de Brasília, ponto de partida dos ciclistas. Muitos foram até lá para desejar boa sorte e fotografar a dupla. A professora de educação física e mãe de Weimar, Nilma Garcia Pittengill, 59 anos, era só sorriso. "Trabalho há 20 anos com esporte adaptado. Esta viagem é uma realização tanto para meu filho como para mim também". Preocupação de mãe? "Não. Meu filho pedala há muito tempo, tem semanas que ele passa no meio do mato. Ele tem técnica e experiência para isso, sei que tudo vai dar certo", disse confiante.

Cerca de dez ciclistas do clube Coroas do Cerrado também foram prestigiar a dupla. "Weimar sempre foi aventureiro. Ele é conhecido na cidade por promover eventos como: 100km Cerrado e JP Montanha. Esse é o perfil dele", disse um dos integrantes do grupo, Oswaldo Silva, 50 anos. Os ciclistas chegaram uniformizados e a bordo de suas bicicletas. Eles acompanharam a dupla até o trecho do Jardim Botânico, no Lago Sul. De lá a dupla seguiu viagem.

O primeiro caminho a ser cumprido será de Brasília até Unaí, serão 180 km sob as duas rodas. "Não temos hotel reservados em cidade nenhuma. A ideia é chegar e procurar um local que melhor atender as nossas necessidades", conta Weimar.

Durante os 18 dias, a dupla passará por 16 cidades até chegar a Paraty. Dois dos 18 dias, serão reservados ao descanso. O intervalo dos trajetos será reservado também a anotações, que irá se transformar em um livro. A ideia da dupla é terminar de escrever o livro em Paraty, mas antes disso "Esfriar o motor e cair no mar", adianta Adauto.

Preparação

Para a dupla, de todos os itens que antecederam a viagem o mais difícil foi preparar as mochilas. "O Adauto fez questão de incluir dois pares de tênis. Ele quer correr 10 km no fim de cada dia. Então, como parceiro é parceiro tive que obedecer. Mas, foi uma verdadeira sessão de desapego", ri Weimar. A dupla que mal se conhece só fez dois treinos antes da viagem. Em um deles o Correio acompanhou.

O sonho

Weimar Pettengill, nasceu em Mato Grosso do Sul. Ele mora no Park Way com a mulher e dois filhos. Já Adauto Xavier mora na zona rural do Tororó, é adestrador de cães, solteiro, sem filhos.

Em comum, eles só tem a paixão por esportes de aventura. Tudo começou quando Weimar pensou em fazer uma grande viagem de bicicleta. Mas, o empresário pensou que seria muito egoísta fazer a viagem sozinho, então ficou sabendo pelo grupo ciclístico Rebas - projeto que leva deficientes visuais para passeios de bicicleta - de um certo Adauto, que já pedalava havia um ano e adorava experiências radicais. Weimar fez o convite a Adauto, que não hesitou em aceitar.

Apoio e Promessas

O secretário de Esportes, Aguinaldo de Jesus, foi até o local levar um recado do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, aos atletas.

"O governador pediu para dizer que as ciclovias que serão colocadas nos principais trechos da cidade já estão em licitação. Ele ainda reforçou que apoia o grupo e incentiva as reivindicações prometidas por ele", relatou.

Segundo o secretário algumas cidades já tem ciclovias como São Sebastião, Samambaia e Lago Norte. "Está muito aquém do que a cidade precisa. As pessoas só vão deixar os carros em casa quando se sentirem seguras", reconheceu.

Conheça o trajeto

29/01 Brasília-Unaí 180 km

30/01 Unaí-Brasilândia 142 Km

31/01 Brasilândia-Pirapora 167 km

01/02 Pirapora-Corinto 140 km

02/02 Corinto-Diamantina 110 km

03/02 DESCANSO

04/02 Diamantina-Serro 64 km

05/02 Serro-Conceição 63 km

06/02 Conceição - Itabira 70 km

07/02 Itabira-Ouro Preto 100 km

08/02 Ouro Preto-Santana dos Montes 73km

09/02 DESCANSO

10/02 Santana dos Montes-Prados 69 km

11/02 Prados-Capela do Saco 75 km

12/02 Capela do Saco-Airuoca 110 km

13/02 Airuoca-Itamonte 59 km

14/02 Itamonte-Cachoeira 95 km

15/02 Cachoeira Paulista-Paraty 130 km

Total percorrido: 1.627 km

Matéria publicada no Correio Brasiliense em 29Jan2009

Fonte: Matéria publicada no Correio Brasiliense

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