DV na Mídia

Notícias sobre o Projeto DV na Trilha, em mídias, por todo o país.

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Queridos amigos,

2009 chegou e já começamos com uma notícia maravilhosa.

Ontem, dia 29/01/2009, às 7:00hs da manhã, partiram rumo a Paraty, a dupla Adauto, deficiente visual do Projeto DV na Trilha, e Weimar. Eles percorrerão um total de 1627 km em 18 dias. Só ontem foram 160 km de pedal!

Embora não faça parte das atividades do Projeto, e até por isso, entendemos esta super aventura como a prova de que os nossos objetivos estão se realizando. Afinal, o que mais buscamos é a integração social, promovendo superações, por meio da prática do ciclismo. E é o que está acontecendo.

Na página do Desbrava é possível saber detalhes e o roteiro da cicloviagem: www.desbrava.com

Acreditamos que nossa participação, por meio de telefonemas e recados na página do Desbrava, será uma força importante para o Adauto vencer mais este desafio. O telefone do Weimar é: 61 8125- 1500.

Agradecemos e parabenizamos a todos que têm contribuido para que o Projeto DV na Trilha possa \\\"plantar sementes\\\" e ver multiplicarem- se as iniciativas de conquistas e superação de preconceitos e dificuldades! !!!

À Coordenação do Projeto, aos nossos condutores, amigos e apoiadores: muito obrigada!!!! !!!!!

Adauto e Weimar, boa viagem. Estamos com vocês!!!!!

Grande abraço a todos,

Simone Cosenza
Coordenação do Projeto DV na Trilha


Um pouco da trajetória do Adauto no
Projeto DV na Trilha

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Três pequenas mochilas pesando pouco mais de 28 quilos. Esta é toda a bagagem que acompanhará os ciclistas Weimar Pettengil, 37 anos, e Adauto Xavier da Trindade Belli, 37 anos, no trajeto de quase 1,7 mil km (20% apenas de asfalto) a serem percorridos pela dupla até Paraty, no Rio de Janeiro.


Três pequenas mochilas pesando pouco mais de 28 quilos. Esta é toda a bagagem que acompanhará os ciclistas Weimar Pettengil, 37 anos, e Adauto Xavier da Trindade Belli, 37 anos, no trajeto de quase 1,7 mil km (20% apenas de asfalto) a serem percorridos pela dupla até Paraty, no Rio de Janeiro.

Sob um céu encoberto de nuvens e uma brisa fria, a dupla deixou a capital federal na manhã desta quinta-feira (29/01) em direção a uma viagem nunca antes vivida por eles, mas já sonhada por Weimar.

A bordo de uma bicicleta Tandem de cor azul- que leva duas pessoas - eles partiram. Sentado a frente da bike, Weimar ficará responsável pelo percurso que irá durar 18 dias. A função de Adauto será registrar todos os momentos desta aventura. O carona em decorrência de uma retinose pigmentar, quase não enxerga.

Antes mesmo da cidade acordar, amigos e familiares já se concentravam na Catedral de Brasília, ponto de partida dos ciclistas. Muitos foram até lá para desejar boa sorte e fotografar a dupla. A professora de educação física e mãe de Weimar, Nilma Garcia Pittengill, 59 anos, era só sorriso. "Trabalho há 20 anos com esporte adaptado. Esta viagem é uma realização tanto para meu filho como para mim também". Preocupação de mãe? "Não. Meu filho pedala há muito tempo, tem semanas que ele passa no meio do mato. Ele tem técnica e experiência para isso, sei que tudo vai dar certo", disse confiante.

Cerca de dez ciclistas do clube Coroas do Cerrado também foram prestigiar a dupla. "Weimar sempre foi aventureiro. Ele é conhecido na cidade por promover eventos como: 100km Cerrado e JP Montanha. Esse é o perfil dele", disse um dos integrantes do grupo, Oswaldo Silva, 50 anos. Os ciclistas chegaram uniformizados e a bordo de suas bicicletas. Eles acompanharam a dupla até o trecho do Jardim Botânico, no Lago Sul. De lá a dupla seguiu viagem.

O primeiro caminho a ser cumprido será de Brasília até Unaí, serão 180 km sob as duas rodas. "Não temos hotel reservados em cidade nenhuma. A ideia é chegar e procurar um local que melhor atender as nossas necessidades", conta Weimar.

Durante os 18 dias, a dupla passará por 16 cidades até chegar a Paraty. Dois dos 18 dias, serão reservados ao descanso. O intervalo dos trajetos será reservado também a anotações, que irá se transformar em um livro. A ideia da dupla é terminar de escrever o livro em Paraty, mas antes disso "Esfriar o motor e cair no mar", adianta Adauto.

Preparação

Para a dupla, de todos os itens que antecederam a viagem o mais difícil foi preparar as mochilas. "O Adauto fez questão de incluir dois pares de tênis. Ele quer correr 10 km no fim de cada dia. Então, como parceiro é parceiro tive que obedecer. Mas, foi uma verdadeira sessão de desapego", ri Weimar. A dupla que mal se conhece só fez dois treinos antes da viagem. Em um deles o Correio acompanhou.

O sonho

Weimar Pettengill, nasceu em Mato Grosso do Sul. Ele mora no Park Way com a mulher e dois filhos. Já Adauto Xavier mora na zona rural do Tororó, é adestrador de cães, solteiro, sem filhos.

Em comum, eles só tem a paixão por esportes de aventura. Tudo começou quando Weimar pensou em fazer uma grande viagem de bicicleta. Mas, o empresário pensou que seria muito egoísta fazer a viagem sozinho, então ficou sabendo pelo grupo ciclístico Rebas - projeto que leva deficientes visuais para passeios de bicicleta - de um certo Adauto, que já pedalava havia um ano e adorava experiências radicais. Weimar fez o convite a Adauto, que não hesitou em aceitar.

Apoio e Promessas

O secretário de Esportes, Aguinaldo de Jesus, foi até o local levar um recado do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, aos atletas.

"O governador pediu para dizer que as ciclovias que serão colocadas nos principais trechos da cidade já estão em licitação. Ele ainda reforçou que apoia o grupo e incentiva as reivindicações prometidas por ele", relatou.

Segundo o secretário algumas cidades já tem ciclovias como São Sebastião, Samambaia e Lago Norte. "Está muito aquém do que a cidade precisa. As pessoas só vão deixar os carros em casa quando se sentirem seguras", reconheceu.

Conheça o trajeto

29/01 Brasília-Unaí 180 km

30/01 Unaí-Brasilândia 142 Km

31/01 Brasilândia-Pirapora 167 km

01/02 Pirapora-Corinto 140 km

02/02 Corinto-Diamantina 110 km

03/02 DESCANSO

04/02 Diamantina-Serro 64 km

05/02 Serro-Conceição 63 km

06/02 Conceição - Itabira 70 km

07/02 Itabira-Ouro Preto 100 km

08/02 Ouro Preto-Santana dos Montes 73km

09/02 DESCANSO

10/02 Santana dos Montes-Prados 69 km

11/02 Prados-Capela do Saco 75 km

12/02 Capela do Saco-Airuoca 110 km

13/02 Airuoca-Itamonte 59 km

14/02 Itamonte-Cachoeira 95 km

15/02 Cachoeira Paulista-Paraty 130 km

Total percorrido: 1.627 km

Matéria publicada no Correio Brasiliense em 29Jan2009

Fonte: Matéria publicada no Correio Brasiliense

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Ciclistas que perderam a visão reencontram a liberdade ao pedalar por trilhas do cerrado e de estradas Brasil afora.

 

 

Leandro Bisa - Da equipe do Correio

CORREIO BRAZILIENSE: A Sensação de Voar 

Eles pedalam com vontade. Mas as cores ao longo do caminho não podem ser apreciadas. Os sons da catraca e dos pneus em contato com o solo soam na escuridão. O vento no rosto e a sensação de voar dão ao grupo a dimensão da velocidade na estrada. Esses ciclistas são diferentes. Têm mais vontade de vencer que os demais. E a primeira vitória se dá no momento em que sobem nas bicicletas e deixam para trás limitações, preconceitos e os próprios medos. Eles têm certeza: se a cegueira não os derrotou, nada os derrotará.

 

Esses atletas aprenderam a acreditar no próprio potencial. Alunos do Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV) aceitaram o convite para participar do projeto criado por voluntários, ciclistas amadores que treinam e passeiam juntos por estradas e trilhas do DF e de outros locais do país. O início da parceria ocorreu no Natal de 2004. Estimulados pela solidariedade própria da data, integrantes de grupos ciclísticos de Brasília visitaram o CEEDV e levaram cegos para passear em bicicletas tandem (feita para duas pessoas).

 

Naquele momento, o grupo de ciclistas percebeu que poderia fazer mais. Por um ano, juntaram dinheiro para comprar bicicletas. Conseguiram quatro e, em abril deste ano, começaram a treinar. A estudante Elisângela de Oliveira, 33 anos, foi a primeira deficiente visual a participar do projeto. Ela é capaz de contar em detalhes a experiência de pedalar pela primeira vez após perder a visão. Chovia no momento. "Subi na bicicleta com meu condutor (ciclista que vai na frente, responsável por guiar a dupla) e dei uma volta. Foi muito bom. Senti liberdade", lembra a estudante.

 

Ela perdeu a visão direita aos 19 anos, após uma forte dor de cabeça. A vista esquerda escureceu aos poucos, ao longo de três anos. "Sofri atrofia do nervo ótico e nunca mais enxerguei", explica a ciclista. Na época, trabalhava durante o dia e cursava o ensino médio à noite. Era extremamente ativa. Mas, após perder a visão, trancou-se em casa e em si mesma. Parou de trabalhar, estudar e só saía acompanhada. Há dois anos, ela descobriu o CEEDV. "Aprendi a usar a bengala e caí no mundo. Passo o dia na rua", conta.

 

O funcionário público aposentado Wallace Paschoal Gonçalves, 51 anos, é o mais bem-humorado do grupo. Não perde a chance de fazer piada. "Alguém limpa meus óculos que não estou enxergando nada", grita antes do treino, no último sábado. Ele perdeu a visão em 2003, após sofrer um descolamento de retina. "É uma coisa dura. Eu dirigia, andava para tudo quanto é lugar. Teve momentos que tive vontade de morrer", confessa Wallace.

 

Aos poucos, ele reaprendeu tudo. Passou a fazer esportes e redescobriu a bicicleta, veículo que não usava há 30 anos. "Antes de perder a visão, meu único esporte era levantar copos. Virei atleta e me identifiquei com a bicicleta", diz. Wallace já pedalou de Brasília a Pirenópolis (GO) e costuma fazer trilhas, seu terreno preferido para pedalar. "Quando o condutor anuncia que há descida à frente, a sensação é de ser jogado no espaço. Liberdade, emoção e medo, tudo se mistura", descreve.

 

Outro que gosta de velocidade e trilhas é o estudante Henrique de Sousa Café, 14 anos. O garoto perdeu a visão aos 3 anos e diz não se lembrar de nada no mundo das cores. O jovem frequenta o CEEDV desde pequeno e sempre praticou esportes. Fez judô, equitação e natação. Mas diz que se descobriu como esportista no ciclismo. "Achei o mais emocionante. Uma vez, atingi 74 km/h na descida da matinha (no Lago Sul, próximo à Ponte JK)", conta o adolescente. Antes de entrar no projeto, ele até andava de bicicleta na rua onde mora, em Samambaia. Enquanto pedalava, um dos irmãos, sentado no quadro, guiava. "Mas era só brincadeira", explica.

 

Leomon em notícia do Correio Brasiliense - 30/09/2006O caçula do grupo em idade e no Projeto é o estudante Leomon Moreno da Silva, de 13 anos, que participa dos treinos há dois meses. Sua capacidade de visão é de apenas 30%. Talvez, por isso ele seja o mais inquieto. Gosta tanto de pedalar que costuma se arriscar a andar de bicicleta sozinho. É preciso gritar e pedir para que ele volte. Caso contrário, ele vai embora sem se importar aonde vai chegar.

 

O resultado dos treinamentos já renderam algumas medalhas aos quatro ciclistas. Em julho, eles participaram no autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), do Torneio Seletivo para o Mundial de Ciclismo Paraolímpico. Henrique chegou em segundo lugar, Wallace tirou o terceiro e Elisângela conquistou o lugar mais alto do pódio, cada um em sua categoria.

 

Apesar dos bons resultados, nenhum deles alcançou o índice exigido para participar do mundial. Engana-se quem pensa que eles desanimaram. Os treinos continuam todos os domingos. Eles querem, um dia representar, o país na competição internacional. Uma das coordenadoras do projeto, a psicóloga Simone Cosenza, 37 anos, explica que a intenção principal do trabalho é proporcionar aos deficientes visuais melhor qualidade de vida, uma opção de lazer e maior interação social.

 

Fotos: Monique Renne - Especial para o CB

 

Fonte: Correio Braziliense

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O Projeto Deficiente Visual na Trilha foi convidado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, na pessoa do Sr. Romulo Lazaretti, Coordenador de Ciclismo do CPB, para participar do Torneio Seletivo para o Mundial de Ciclismo Paraolímpico, a ser realizado em São Paulo-SP nos dias 06 a 08Jul2006.

O Projeto Deficiente Visual na Trilha tem como objetivo criar condições de participação de deficientes visuais em passeios ciclísticos, trilhas e outras atividades ciclísticas. Utiliza bicicletas especiais com dois lugares, chamadas tandem, e que foram adquiridas graças às doações da participação dos grupos ciclísticos na Volta do Lago Caixa, em 2005 e 2006.

Esse projeto tem o caráter socializante e integrador e ganhou, com esse convite, o aspecto competitivo.

É a primeira vez que o Brasil participa de competição internacional de ciclismo paraolímpico e o Projeto sente-se orgulhoso em poder estar presente.

A oportunidade do convite proporcionou apenas um mês de treinamentos, que foram orientados pelo nosso campeão Abraão e aplicados pelo Marcos Vieira (Chambinho).

Contamos nesse treinamento com o importante apoio do Centro de Ensino Especial de Deficiente Visuais(CEEDV), situado na 602 Sul(L2), nas pessoas de sua Diretora, Profa. Ioná, e do Prof. Hércules, que abriram as portas do Centro para que nada faltasse nas nossas atividades de treinamento.

Ao CEEDV nossos sinceros agradecimentos.

A Veloce, loja de bikes na 214S, proporcionou o apoio técnico necessário para manter as tandens em perfeitas condições de utilização. A seu proprietário, Sr. Milton, e seus componentes, em especial ao mecânico Léo, nossos sinceros agradecimentos.

Agradecemos também os ciclistas que voluntariamente realizaram doações para o Projeto, criando condições para enfrentarmos em boas condições essa preparação.

Foi muito pouco tempo de preparação, mas, dentro do objetivo de participação, o treinamento conseguiu colocar nossos quatro conjuntos em boas condições para bem representar o Projeto e o Distrito Federal nesse importante evento.

Estamos participando com os seguintes conjuntos:
Conjunto Nr 1: Marcos Vieira (Chambinho)(Condutor) e Henrique(DV)
Conjunto Nr 2: Othon(Condutor) e Wallace(DV)
Conjunto Nr 3: Danilo(Condutor) e Leomon(DV)
Conjunto Nr 4: Andréa(condutora) e Elisângela(DV)

O conjunto formado pela Andréa e pela Elisângela será o único conjunto feminino inscrito na competição.

A delegação do Projeto viaja dia 05Jul2006 para São Paulo-SP e participa da Prova de Contra-relógio no dia 07Jul2006 e da Prova de Estrada no dia 08Jul2006.

Nossa participação nesse evento abre novas possibilidades nas atividades de bike com deficientes visuais.

A semente plantada começa a gerar frutos.

Um grande abraço

Marcelino Brandão Filho
Coordenação do Projeto DV na Trilha

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Nos reunimos, quinzenalmente, aos sábados, às 9h no Jardim Botânico de Brasília
SMDB Cj 12 CL - Lago Sul, Brasília - DF, 71680-001

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