DV na Mídia

Notícias sobre o Projeto DV na Trilha, em mídias, por todo o país.

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A visão é o mais importante canal de relacionamento do indivíduo com o mundo exterior. A cegueira sensorial foi sempre tratada, através dos séculos, com medo, superstição e ignorância. Na Idade Média, chegava-se a considerar a cegueira como um castigo dos céus.

Hellen Keller abriu os olhos do mundo para a imensa capacidade e disponibilidade que o deficiente visual tem de ser útil à sociedade e interagir com o meio.

Cabe à sociedade cooperar e dar oportunidade para que esses indivíduos, que têm limitação em seu relacionamento com o mundo, possam desenvolver e usufruir de toda a sua capacidade física e mental.

Pretendemos, com estas informações, esclarecer aos educadores, aos familiares e à sociedade em geral alguns tópicos sobre a deficiência visual, suas capacidades e limitações, ampliando nossos horizontes no relacionamento humano.

1. Considerações Gerais

Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim encarada logo após a perda da visão, mas a orientação adequada, a educação especial, a reabilitação e a profissionalização conseguem minimizar os seus efeitos.

A cegueira não é contagiosa, razão pela qual cumprimente seu vizinho, conhecido ou amigo cego, identificando-se, pois ele não o enxerga.

A cegueira não restringe o relacionamento com as pessoas nem com o meio ambiente, desde que as pessoas com as quais o cego conviva não lhe omitam ou encubram fatos e acontecimentos, o que lhe trará muita insegurança ao constatar que foi enganado.

O cego não enxerga a expressão fisionômica e os gestos das pessoas. Por este motivo fale sobre seus sentimentos e emoções, para que haja um bom relacionamento.

Não trate a pessoa como um ser diferente porque ela não pode enxergar. Saiba que ela está sempre interessada nos acontecimentos, nas notícias, nas novidades, na VIDA.

O cego não tem a visão das imagens que se sucedem na TV, no cinema, no teatro. Quando ele perguntar, descreva a cena, a ação e não os ruídos e diálogos pois estes ele escuta muito bem.

O cego organiza seu dinheiro com o auxílio de alguém de sua confiança, que enxerga.

Aqueles que aproximam o dinheiro do rosto são pessoas com visão subnormal, que assim conseguem identificá-lo.

Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas. O que os cegos têm em comum é a cegueira, porque cada um tem sua própria maneira de ser.

Procure não limitar as pessoas cegas mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-as de realizar o que elas sabem, e devem fazer sozinhas.

Ao se dirigir a uma pessoa cega chame-a pelo seu nome. Chamá-la de cego ou ceguinho é falta elementar de educação podendo mesmo constituir ofensa chamar-se alguém pela palavra designativa de sua deficiência física, moral ou intelectual.

A pessoa cega não necessita de piedade e sim de compreensão, oportunidade, valorização e respeito como qualquer pessoa. Mostrar-lhe exagerada solidariedade não a ajuda em nada.

A pessoa cega, pelo fato de não ver, não significa que não ouça bem. Não fale com a pessoa cega como se ela fosse surda. Ao procurar saber o que ela deseja, pergunte a ela e não a seu acompanhante.

O cego tem condições de consultar o relógio (adaptado) , discar o telefone ou assinar o nome, não havendo motivo para que se exclame \\"maravilhoso\\", \\"extraordinário\\".

A pessoa cega não dispõe de \\"sexto sentido\\", nem de \\"compensação da natureza\\". Isto são conceitos errôneos. O que há na pessoa cega é simples desenvolvimento de recursos latentes que existe em todas as pessoas.

Conversando sobre a cegueira com quem não vê use a palavra cego sem rodeios, sem precisar modificar a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir.

Ao ajudar a pessoa cega a sentar-se, basta pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isto indicará sua posição, sem necessidade de segurá-lo pelos braços ou rodar com ele ou puxá-lo para a cadeira.

Cuide para não deixar nada no caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.

Ao entrar no recinto ou dele sair, onde haja uma pessoa cega, fale para anunciar sua presença e identificar-se.

Quando estiver conversando com uma pessoa cega, necessitando afastar-se, comunique-o. Com isso você evitará a desagradável situação de deixá-la falando sozinha, chamando a atenção dos outros sobre si.

Ao encontrar-se com uma pessoa cega, ou despedir-se dela, aperte-lhe a mão. O aperto de mão cordial substitui para ela o sorriso amável.

Ao encontrar um cego que você conhece vá logo dizendo-lhe quem é, cumprimentando-o. Colocações como \\"sabe quem sou eu?\\"... \\"Veja se adivinha quem está aqui...\\" não vá dizer que não está me conhecendo ...\\" Só o faça se tiver realmente muita intimidade com ele.

Apresente seu visitante cego a todas as pessoas presentes. Assim precedendo você facilitará a integração dele ao grupo.

Ao notar qualquer incorreção no vestuário de uma pessoa cega comunique-lhe, para que ela não se veja na situação desagradável de suscitar a piedade alheia.

Muitos cegos têm o hábito de ligar a luz, em casa ou no escritório. Isso lhe permite acender a luz para os outros e, não raro, ela própria prefere trabalhar com luz. Os que enxergam pouco (visão subnormal) beneficiam-se com o uso da luz.

Ao dirigir-se ao cego para orientá-lo quanto ao ambiente, diga-lhe: a sua direita, a sua esquerda, para trás, para frente para cima ou para baixo. Termos como aqui ou ali não lhe servem de referência.

Encaminhe bebês, crianças, adolescentes ou adultos deficientes visuais, que não receberam atendimento especializado, aos serviços de Educação Especial.

O uso de óculos escuro para os cegos tem duas finalidades: de proteção do globo ocular e estética quando ele próprio preferir.

Quando se dispuser a ler para uma pessoa cega, jornal, revista, etc., pergunte a ela o que deseja ser lido.

2. Na Residência

Mudanças de móveis constantes prejudicam a orientação e locomoção do cego. Ao necessitar fazê-lo, comunique-o para que ele se reorganize.

Pequenos cuidados facilitarão a vida do deficiente visual. Assim, as portas deverão ficar fechadas ou totalmente abertas. Portas entreabertas favorecem que o mesmo se bata. Portinhas de armários aéreos bem como gavetas deverão estar sempre fechadas; cadeiras fora do lugar e pisos engordurados e escorregadios são perigosos.

Os objetos de uso comum deverão ficar sempre no mesmo lugar, evitando assim cada vez que o cego necessite de um objeto, (tesoura, pente, lixeira, etc.), tenha que perguntar onde se encontram.

Os objetos pessoais do cego devem ser mantidos onde ele os colocou, pois assim saberá encontrá-los.

Na refeição, diga ao cego o que tem para comer e quando houver várias pessoas à mesa pergunte a ele, pelo seu nome, o que ele deseja.

O prato pode ser pensado como se fosse um relógio e a comida distribuída segundo as horas. Assim, nas 12:00 horas, que fica para o centro da mesa, será colocado, por exemplo, o feijão. Nas 3:00 horas, à direita do prato, o arroz, nas 6:00 horas, próximo ao peito do cego, a carne, facilitando assim ser cortada por ele, e às 09:OO horas, à esquerda do prato, a salada. Prato cheio complica a vida de qualquer pessoa.

O cego tem condições de usar garfo e faca, bem como pratos raso, podendo sozinho cortar a carne em seu prato. Firmando a carne com o garfo, com a faca situa o tamanho da carne e o pedaço a ser cortado.

Ao servir qualquer bebida não encha em demasia o copo ou a xícara, alcançando-os na mão do cego para que ele possa situar-se quanto a sua localização.

Não fique preocupado em orientar a colher ou garfo da pessoa cega para apanhar a comida no prato. Ela pode falhar algumas vezes, mas acabará por comer tudo. Ser-lhe-á penoso ter a lhe dizer constantemente onde está o alimento.

Pequenas marcações em objetos de utilização do cego poderão ajudá-lo a identificar, por exemplo, sua escova de dentes, sua toalha de banho, as cores das latinhas de pasta de sapatos, cor de roupas, as latas de mantimentos, etc. Estas poderão ser feitas em braile, com esparadrapo, botão, cordão, pontos de costura ou outros.

Objetos quebráveis (copos, garrafas térmicas, vasos de flores, etc.) deixados na beirada de mesas, pias, móveis ou pelo chão constituem perigo para qualquer pessoa e obviamente perigo maior para o cego.

Mostre a seu hóspede cego as principais dependência de sua casa, a fim de que ele aprenda detalhes significativos e a posição relativa dos cômodos, podendo, assim, locomover-se sozinho. Para realizar esta tarefa, devemos colocar o cego de costas para a porta de entrada e dali, com auxílio, ele mesmo fará o reconhecimento à direita à esquerda, como é cada peça e qual é a distribuição dos móveis.

3. Na Rua

Ao encontrar uma pessoa cega na rua, pergunte se ela necessita de ajuda, tal como: atravessar a rua, apanhar táxi ou ônibus, localizar e entrar em uma loja, etc.

Ofereça auxilio à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução. Embora seu oferecimento possa ser recusado, ou mal recebido, por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto.

O pedestre cego é muito mais observador que os outros. Ele tem meios e modos de saber onde está e para onde vai, sem precisar estar contando os passos. Antes de sair de casa ele faz o que toda pessoa deveria fazer: procura saber bem o caminho a seguir para chegar a seu destino. Na primeira caminhada poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará. Saliências, depressões, quaisquer ruídos e odores característicos, tudo ele observa para sua boa orientação. Nada é sobrenatural.

Em locais desconhecidos, a pessoa cega necessita sempre de orientação, sobretudo para localizar a porta por onde deseja entrar.

Não tenha constrangimento em receber ajuda, admitir colaboração ou aceitar gentilezas por parte de uma pessoa cega. Tenha sempre em mente que solidariedade humana deve ser praticada por todos e que ninguém é tão incapaz que não tenha algo para dar.

Ao guiar a pessoa cega basta deixá-la segurar seu braço que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que ela precisa. Nas passagens estreitas, tome a frente e deixe-a seguí-lo, com a mão em seu ombro. Nos ônibus e escadas basta pôr-lhe a mão no corrimão.

Quando passear com um cego que já estiver acompanhado não o pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos. Deixe-o ser orientado só por quem o estiver guiando.

Ao atravessar um cruzamento guie a pessoa cega em L, que será de maior segurança para você e para ela. Cruzamento em diagonal pode fazê-la perder a orientação.

Para indicar a entrada em um carro faça a pessoa cega tocar com a mão na porta aberta do carro e com a outra mão no batente superior da porta. Avise-o se tem assento na dianteira, em caso de táxi.

Ao bater a porta do automóvel, onde haja uma pessoa cega, certifique-se primeiro de que não vai prender-lhe os dedos. Estes são sua maior riqueza.

Se você encontrar uma pessoa cega tentando fazer compras sozinha em uma loja ou supermercado, ofereça-se para ajudá-la. Para ela é muito difícil saber a exata localização dos produtos, assim como escolher marcas e preços.

Não \\"siga\\" o deficiente visual, pois ele poderá perceber sua presença, perturbando-se e desorientando-se. Oriente sempre que for necessário.

O deficiente visual, geralmente, sabe onde é o terminal de seu ônibus. Quando perguntar por determinada linha é para certificar-se. Em um ponto de ônibus onde passam várias linhas o deficiente visual necessita de seu auxílio para identificar o ônibus que deseja apanhar. Se passar seu ônibus, onde passa só uma linha, o deficiente visual o identificará pelo ruído do motor, abertura de portas, movimento de pessoas subindo e descendo, necessitando sua ajuda apenas para localizar a porta. Em trajetos retos, sem mudança do solo, o cego não pode adivinhar o ponto onde irá descer e precisará de sua colaboração. Em trajetos sinuosos ou que modificam o solo ele faz seu esquema mental e desce em seu ponto, sem precisar de auxílio. Quando você for descer de um ônibus e perceber que uma pessoa cega vai descer no mesmo ponto ofereça sua ajuda. Ela necessitará de sua ajuda para atravessar a rua ou informações sobre algum ponto de refer ência.

Ajude a pessoa cega que pretende subir em um ônibus colocando sua mão na alça externa vertical e ela subirá sozinha, sem necessidade de ser empurrada ou levantada.

Dentro do ônibus não obrigue a sentar-se, deixando à sua escolha. Apenas informe-o onde há lugar colocando sua mão no assento ou no encosto caso ele deseje sentar-se.

Constituem grande perigo para os deficientes visuais os obstáculos existentes nas calçadas tais como lixeiras, carros, motos, andaimes, venezianas abertas para fora, jardineiras, árvores cujos troncos atravessam a calçada, tampas de esgotos abertas, buracos, escadas, etc.

4. No Trabalho

Em função adequada e compatível, o deficiente visual produzirá igual ou mais que as pessoas de visão normal, pois seu potencial de concentração é mais bem utilizado.

Ao ingressar na empresa o deficiente visual, como qualquer outro funcionário deve ser apresentado a todos os demais colegas, chefias e ser orientado quanto à área física (distribuição das salas, máquinas, banheiros, refeitório, outros).

Todo o cidadão tem direitos e deveres iguais frente à sociedade. Dessa forma o deficiente visual deve desempenhar, na íntegra, seu papel enquanto trabalhador cumprindo seus deveres, quanto à pontualidade, assiduidade, responsabilidade, relações humanas, etc.

Se o deficiente visual não corresponder ao que a Empresa espera dele, não generalize os aspectos negativos a todos os deficientes visuais; lembre-se que cada pessoa tem características próprias.

Pelo fato de ter-se tornado deficiente visual o trabalhador ou funcionário não deve ser estimulado a buscar sua aposentadoria, mas a reabilitar-se, podendo continuar na empresa ou habilitar-se em outras funções e outros cargos. Algumas instituições tem como objetivo a reabilitação e reintegração, do deficiente no trabalho, bastando para tanto, contatá-las.

5. Na Escola

Criança com olhos irritados que esfrega as mãos neles, aproxima muito para ler ou escrever, manifesta dores de cabeça, tonturas, sensibilidade excessiva à luz, visão confusa, deve ser encaminhada a um oftalmologista.

Todo deficiente visual, por amparo legal, pode freqüentar escola da rede regular de ensino (público ou particular).

Se a criança enxerga pouco deverá estar na primeira fila, no meio da sala ou com distância suficiente para ler o que esta escrito no quadro, fale o que escrever nele.

A incidência de reflexo solar e, ou luz artificial no quadro negro, devem ser evitadas.

Trate a criança deficiente visual normalmente, sem demonstrar sentimentos de rejeição, subestimação ou superproteção.

Todos podem participar de aulas de Educação Física e Educação Artística. Use o próprio corpo do deficiente visual para orientá-lo.

Trabalhos de pesquisa em livros impressos em tinta podem ser feitos em conjunto com colegas de visão normal.

Conclusão

Por falta de conhecimentos, muitos têm dificuldades no relacionamento com pessoas cegas. Desejam ajudar, mas não sabem como fazê-lo. Bem intencionados, muitos querem ajudar demais e com isto criam dificuldades e sérios embaraços aos cegos. Esperamos que as sugestões ou \\"dicas\\" enumeradas anteriormente possam orientá-lo a relacionar-se com a pessoa deficiente da visão.

\\"Se a metade do dinheiro hoje gasto em curar a cegueira fosse usado em preveni-la, a sociedade ganharia em termos de economia, sem mencionar condições de felicidade para a humanidade.

Que toda criança cega tenha oportunidade de receber educação, e todo adulto cego uma oportunidade para treinamento e trabalho útil.\\"

Texto elaborado por Maria Glória Batista da Mota
Professora Especializada/Área da Deficiência Visual
Secretaria de Educação Especial(SEESP)-Ministério da Educação

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Grupo de 400 ciclistas encara, no sábado, trilha de Brasília a Pirenópolis

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Com deficiência visual, os atletas pedalam na companhia dos condutores.

O sábado que para muitos é sinônimo de preguiça, vai amanhecer (bem) mais cedo na vida de 400 ciclistas. O grupo terá de ignorar verbos como descansar e relaxar para abandonar a cama antes do sol nascer e fazer uma visita a Pirenópolis (GO). Para os aventureiros do Projeto Desafiando Limites, o gás matinal significa enfrentar uma distância de 100 quilômetros. Às 5h o grupo se encontra e toma um ônibus rumo a Santo Antônio do Descoberto (GO). De lá, todos montam na bicicleta e é dada a largada em direção à cidade histórica. Sob o rigoroso sol que contorce e resseca a Região Centro-Oeste, a poeira, dizem os participantes, será apenas um tempero.

O desafio é completar o percurso em uma trilha realizada, na maior parte, no meio do cerrado. O terreno irregular e a distância não são os únicos fatores que podem assustar os participantes. Uma subida ao longo de dez quilômetros, já na saída, é quem dá as boas-vindas e dita apenas o início do aquecimento.

Por mais que partam em conjunto e cheguem à reta final com comemoração e entregas de medalha, os 400 ciclistas percorrerão o percurso com o objetivo de passear. Não há competição - a não ser contra o próprio fôlego. A proposta é simples, mas não necessariamente fácil: completar toda a distância. Os mais experientes chegam em não mais do que quatro horas, já os iniciantes podem demorar até mais que o dobro do tempo.

Por outro lado, aqueles que não agüentarem cruzar a linha de chegada em cima da bike podem, sem constrangimento, pegar carona nas vans de apoio. Outros quatro pontos fixos, específicos para recuperar a energia com águas, sucos e frutas, dão uma colher de chá aos ciclistas mais cansados ou àqueles que, simplesmente, querem desfrutar a paisagem.

Segundo o organizador do passeio, Sérgio Pão de Queijo, a velocidade dos ciclistas varia, em média entre 11 km/h e 22 km/h. ainda que não haja preocupação com a ordem ou com o horário de chegada, por motivos de segurança, Pão de Queijo evita que a pedalada se prolongue noite adentro. ?O limite de chegada é às 18 h. Depois disso a gente busca quem ficou para trás.? Após a suada jornada, o grupo passará a noite em Pirenópolis e retornará a Brasília apenas no dia seguinte, de ônibus.

Prontos para o desafio

Não há seleção ou análise de requisitos entre os participantes para ingressar no Desafiando Limites, a não ser ter o mínimo de preparo físico necessário para a conclusão do trajeto e, claro, todos os aparatos de segurança. A participação de menores só é permitida caso os pais topem a aventura.

Com as exigências em dia, 16 integrantes do Projeto Deficientes Visuais na Trilha, dos quais alguns, inclusive, são veteranos na rota goiana, já estão preparados para a viagem de sábado. Destes, oito são os condutores, essenciais para a concretização do passeio.

Desde maio os treinamentos foram intensificados. De duas a três vezes por semana eles se encontram no Jardim Botânico e colocam as duas rodas no meio do mato. ?Se a gente treinar só em asfalto, vai sofrer. Em trilha tem muita subida e a estrada de terra fica bem mais pesada?, explica Mariane dos Santos, 22 anos, participante do evento pela terceira vez.

Há quatro anos, Adauto Belli, 40, pedala com o grupo. Já na estréia, ainda no asfalto, percorreu uma distância próxima à do desafio deste fim de semana. ?Fiquei empolgado e fiz logo 80 quilômetros?, lembra Belli, que também é corredor. ?Depois que eu fiquei sabendo que o limite de iniciante era só 3 km?, completa, entre risadas. Era apenas o início da saga de Belli, cujo recorde de distância foi Brasília-Paraty (RJ): 1.600 quilômetros em 18 dias.

O bom desempenho dos deficientes visuais deve ser equivalente ao de quem os guia. Em uma bicicleta de dois bancos, mais comprida e pesada que a individual, o condutor, posicionado à frente, é responsável pelo direcionamento do guidão e por avisar sobre o nivelamento do trecho. Alguns detalhes que naturalmente seriam passados despercebidos, no entanto, não podem ser deixados de lado. ?Esqueceram de me avisar que passaríamos por baixo de um galho. Entrei com o capacete em cheio?, conta Wallace Paschoal, famoso por fazer piadas durante as pedaladas.

100 - Quilômetros percorridos até a chegada de Pirenópolis

400 - Número de integrantes enfrentando a trilha

De iniciantes a profissionais - além dos participantes do Grupo DV na Trilha, acostumados a interagir com a bike, o evento contará com um público heterogêneo. Atletas profissionais, amadores, iniciantes e até quem nunca pedalou no meio do cerrado, irão compor o grupo de 400 ciclistas.

 

Publicado no caderno Super Esportes em 17/08/2011

', 'Correio Braziliense'

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p>O português Mário Roma (Brasil Soul/RC Bikes) decidiu este ano realizar a prova em dupla num tandem (bicicleta para duas pessoas) com o brasileiro Adauto Belli, que é uma pessoa normal, com espírito único e que junta a isto o facto de ser invisual. É verdade, o Adauto é cego!

A etapa 6 de 2011 tinha como prato final uns módicos 20 a 25 km de singletracks (daqueles estreitos, entre árvores, onde mal cabe uma bicicleta normal) que não são nada favoráveis a uma bike de cerca de três metros de comprimento. Todas as etapas têm um tempo máximo para serem feitas e nesse dia o ?speaker? anunciava que faltavam 40 segundos para o fecho desta etapa, ao longe entra uma equipa feminina na zona que antecede a meta e atrás delas surgia um tandem. O grito geral foi ?There´s a Tandem coming?!

O acampamento simplesmente parou. Vinha lá a dupla que falava português com sotaque. O relógio não parava e o ?speaker? anunciava os últimos 30 segundos. O Mário e Adauto entravam no espaço relvado... 25 segundos pareciam pouco e começava a contagem decrescente. O Mário e o Adauto ?sprintaram? como puderam para o final. E quando o tiro da pistola ecoou no ar marcando que o último segundo tinha caído, o Mário e o Adauto também caíram, os dois, redondos, bem em cima da relva, mas para lá da linha chegada. Tinham cortado a meta. O acampamento quase veio ao chão. Eu nunca tinha assistido nada assim. No meio dos festejos, chegou o comissário da UCI com o seu poderoso alicate e retirou as placas frontais do Tandem. A dupla era dada como não tendo entrado dentro do tempo. No entanto existia um aspecto importante, e que levou esta dupla a perder cerca de 1 hora nos trilhos antes da chegada. A Raquel (Brasileira) que fazia dupla com o português Hélder Carvalho, teve um acidente e ficou bastante mal tratada da queda. E o Mário e o Adauto, mesmo hipotecando as hipóteses de terminar a etapa, preferiram dar assistência a uma companheira de trilho e perder esse tempo. No final e após a situação de retirar os frontais, o comissário comentou que sabia da situação mas que era obrigatório seguir o protocolo. Assim o protocolo foi seguido. O Mário apresentou recurso da decisão e no dia de partida da última etapa, o frontal 102 estava de novo no tandem da dupla Luso-Brasileira, e eles puderam arracar para a última etapa do Cape Epic 2011.

De facto até pode não parecer nada de especial, mas para mim vale como mais uma vitória do querer sobre o poder.

', 'Publicado na Bike Magazine Portugal'

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Retorno dos 100Km de Cerrado motiva quatro atletas com limitações visuais a se preparar para o desafio. Eles competirão em bikes de dois lugares, com parceiros que não têm problemas de visão

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Ainda faltam pouco mais de três meses para os 100Km de Cerrado, uma das competições de mountain bike mais tradicionais do Distrito Federal, que não ocorre desde 2007. Com o retorno da competição após três anos de interrupção, muitos atletas já começaram a se preparar para a prova, em 11 de setembro. Entre os cerca de 700 ciclistas que devem se enfileirar na largada, oito deles terão uma peculiaridade: eles disputarão a prova em duplas, com bicicletas do tipo tandem, de dois lugares.

As quatro duplas serão formadas por integrantes do Projeto Deficiente Visual na Trilha, ou D. V. na Trilha. No banco da frente estará o condutor sem comprometimento de visão, que guiará o deficiente visual no percurso. O fato de possuir uma limitação, contudo, não significa que o competidor no lugar de trás fará menos esforço. Ambos os ciclistas precisam pedalar forte e também dialogar para que haja sincronia e para que o deficiente visual tenha conhecimento das barreiras naturais como galhos, buracos e pedras, que terão de ser superados durante o trajeto.

Sem medo

Sérgio Garcia de Camargo, 44 anos, é voluntário do Projeto D. V. na Trilha há cerca de um ano. O comerciante participará dos 100Km de Cerrado com Aílton Mendes Coelho, que nasceu com má-formação congênita e tem quase que a totalidade da visão comprometida. Eles já pedalaram juntos algumas vezes, mas nunca uma distância de 100km em trilha. Neste domingo, durante o Warm-Up da competição, os dois farão o primeiro teste, que colocará em prova o entrosamento da dupla.

?Já pedalamos juntos muito no asfalto, mas em trilha será a primeira vez. Será muito mais difícil, pelas próprias dificuldades do percurso e pelo medo de cair e machucar?, afirma o condutor Sérgio. Aílton, entretanto, não se assusta. ?Cair faz parte. Se isso acontecer, é só levantar e seguir em frente. Já fiz muita trilha longa. Os 100km vão ser tranquilos. A trilha é mais sofrida, mas é muito divertido?, diz o ciclista, esbanjando bom humor e gosto por uma boa aventura.

Saiba mais

O Projeto D. V. na Trilha nasceu em dezembro de 2004, de um parceria entre os ciclistas do Rebas do Cerrado (na época, o maior grupo de ciclismo de Brasília) e o Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (612 Sul). O objetivo do projeto é dividir com os deficientes visuais o prazer de pedalar em bicicletas adaptadas do tipo tandem (dois lugares) e prepará-los para participar de competições.

D. V. na Trilha
Projeto Deficiente Visual na Trilha
www.dvnatrilha.com.br
Tel: 8402-0773 (Simone)
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Programe-se
Dia: domingo
Local: Parque do Bosque (Sudoeste)
Warm-Up para os 100Km de Cerrado
Horário: 8h
Passeio Ciclístico Parque do Bosque
Horário: 9h
Inscrições: hoje e amanhã, das 11h às 21h, na Reebok do Terraço Shopping, mediante doação de 2kg de alimentos

Fonte: Super Esportes

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A incrível saga do mountain biker cego Adauto Belli pelas trilhas sinistras da ultramaratona Cape Epic, na África do Sul (Gustavo Ceratti)

EM MEIO ÀS 603 DUPLAS do mundo todo que encararam as trilhas pesadas da ultramaratona Cape Epic 2011, na África do Sul, um atleta brasileiro em particular chamou a atenção de todos. Com garra, alto astral e determinação impressionantes, Adauto Belli se lançou nas pirambeiras da competição como se não estivesse nem aí para um ?pequeno? porém: devido a um problema na retina, ele não enxerga.

Guiado pelo parceiro Mário Roma em uma bike para duas pessoas, ele percorreu os 707 quilômetros em oito dias do desafio, de 27 de março a 3 de abril. A dupla completou a prova na 132ª colocação, mas a maior vitória de Adauto foi mesmo superar suas limitações para conseguir curtir a aventura do princípio ao fim.

Desde criança ele sofre de retinose pigmentar, um processo degenerativo que aos poucos destruiu sua retina. Aos 40 anos, Adauto não consegue ver quase nada, e possui apenas uma sensibilidade à luz. Isso nem de longe impediu esse brasiliense de praticar esportes, pelo contrário: ele se tornou atleta olímpico e coleciona participações em diversas provas de MTB e ciclismo.

Diante do irresistível convite de Mário, ciclista português, radicado em São Paulo e organizador de provas de ciclismo e mountain bike como a Claro 100 km e a Brasil Ride, Adauto não titubeou e topou a empreitada. A dupla usaria uma bike tandem, muito mais pesada e difícil de ser controlada do que uma convencional. Nada que tirasse o bom humor da dupla, que se conheceu no ano passado, quando Adauto se inscreveu para a Brasil Ride ao lado de uma colega. ?Quando soube que uma das duplas de tandem contava com um atleta cego, achei muito louco e fiquei com aquilo na cabeça?, conta Mário.

O português é dono da RC Bikes, nova marca de bicicletas do mercado brasileiro, e precisava testar um modelo tandem. ?Não tinha dúvidas de que faria isso do lado do Adauto e por isso pensei na Cape Epic?. Mário já havia participado quatro vezes da competição sul-africana, mas conta que esta foi a mais dura - e a mais sensacional. A seguir, um bate-papo com o atleta cego logo após seu retorno ao Brasil:

Go Outside: Completar a Cape Epic deve ser dureza, não?

Adauto Belli: É preciso foco e garra extraordinários para completar uma ultramaratona como essa. Foi uma prova de superação, de muita dor e esforço. Você tem de condicionar muito bem o corpo e, principalmente, a mente. Se o atleta não estiver com a cabeça no lugar e com sua atenção toda dirigida para a competição, não consegue completá-la.

Qual o momento mais marcante lá na Africa do Sul?

No penúltimo dia e prova, nosso pneu furou duas vezes antes da metade da etapa. Nossa amiga Raquel Contijo estava um pouco à nossa frente e ouvi ela cair antes que o Mário pudesse vê-la no chão. Ainda bem, porque assim o Mário conseguiu frear - ela estava desacordada, caída no meio do singletrack logo depois de um drop, e poderíamos tê-la atropelado. Nossa disposição de pedalar foi por água abaixo ao nos depararmos com essa situação tão triste. Depois de 1 hora e meia ali ajudando a Raquel, a ambulância finalmente chegou. Respiramos fundo, procurando motivos para retornar o pedal. Estávamos pertíssimo de sermos cortados da prova após tanto tempo parados. Até que o Mário virou para mim e disse: ?Soca a bota!?. Cruzamos a chegada 10 minutos atrasados, sendo automaticamente desclassificados. Mas os fiscais reconheceram nosso espírito esportivo por termos parado para socorrer outra ciclista e nos autorizaram a largar no último dia. Foi um final de prova emocionante.

Você se lembra de alguma história engraçada dessa parceria?

Foram várias. No final de uma etapa, estávamos cansados e não víamos a hora de cruzar a linha de chegada. Faltavam ainda uns 40 quilômetros, e o Mário quis se aproveitar da minha sensibilidade auditiva para saber se estávamos perto. ?Tenta escutar a música da chegada?, ele me disse. Respondi, às gargalhadas, que nem o Super Homem conseguiria escutar algo àquela distância. O pior foi que ele falou sério, com aquele sotaque português. Não me agüentei.

Quais os sentidos estão mais aguçados quando você está pedalando?

Na competição eu ficava muito atento ao pedal, esperando a energia que vinha dele. É ali que tudo vai ser decidido, pois, se você errar a pedalada em um dowhill, corre o risco de derrubar o piloto da frente. Fora isso, prestava atenção nas instruções que o Mário me passava e tentava copiar o que ele fazia e como o corpo dele se comportava, principalmente, nos momentos em que não dava tempo de passar instruções.

Você foi o primeiro brasileiro cego a completar a Cape Epic. Sua limitação visual parece não ter te impedido de aproveitar a prova, né?

Não vou dizer que eu não gostaria de ver o que estava acontecendo. Mas existem formas diferentes de se aproveitar os momentos. Não enxergar não significa que eu não estava presente, pelo contrário: eu estava lá vivenciando cada segundo.

Quando você começou a pedalar?

Em 2007, quando eu trabalhava como treinador de cães. Por acaso estava treinando o cachorro do organizador do Projeto Deficientes Visuais na Trilha. Fui motivado por ele a pedalar em uma bicicleta tandem. Fiz um teste ao redor de um lago e gostei tanto que pedalamos por 80 quilômetros.

Por que o esporte é tão importante na sua vida?

Com o esporte, tudo melhora: a autoestima, a disposição. Com ele a vida fica mais simples. Você larga em uma prova e tem que chegar até o fim, e pronto.

Como era a sua vida antes do esporte?

Eu tenho um canil onde treino cães. Antes me dedicava mais a essa atividade, pois era de onde tirava a maior parte do meu sustento. Também já fui lutador, mas tive que abandonar a modalidade por causa das lesões. Fiquei dez anos sem praticar nenhuma atividade esportiva, até que, felizmente, me acertei com o ciclismo em 2007

Texto publicado na revista Go Outside, edição 72, de maio de 2011, de autoria de Gustavo Ceratti.

 'Revista GO OUTSIDE, edição 72, de maio de 2011'

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A manhã de domingo foi bastante agitada nas trilhas do Jardim Botânico de Brasília. Os 40km da prova JB Mountain Bike foram percorridos por 85 atletas. Entre profissionais, amadores e apaixonados por bicicleta, duas figuras se destacavam: João Gabriel de Larque Kauer, 9 anos, que competiu pela primeira vez, e Walace Pascoal, 55, deficiente visual que, mesmo com dificuldades, fez questão de completar o percurso.

Desde os 7 anos, João Gabriel acompanha o pai, Eduardo Kauer, nos treinamentos. A dupla já chegou a pedalar 50km, saindo da QI 17 do Lago Sul e indo até a cachoeira do Tororó. Apesar de estar acostumado com as trilhas, o garoto estranhou participar de uma prova. ?É esquisito estar entre os adultos?, afirmou o atleta-mirim, que fez apenas a primeira volta, de 13km. Apesar de ter estranhado toda a agitação no meio de tanta gente grande, João Gabriel não achou o desafio muito exaustivo. ?Só na subida que foi um pouco mais puxado. Mas, fora isso, a trilha foi bem tranquila?, avaliou o garoto.

Além das pedaladas, João Gabriel gosta de andar de skate e pratica judô. ?O skate é na rua e eu ando mais. Com a bike é mais tranquilo, a gente curte a trilha, sente o vento no rosto e aproveita a natureza. Hoje, eu prefiro a bicicleta?, explica. O pai faz questão de incentivar. ?O esporte ajuda no desenvolvimento da criança. Eu estimulo mesmo. Se ele quiser se profissionalizar, dou a maior força?, afirma Eduardo.

Superação

Se João Gabriel julgou sua primeira participação em uma prova uma experiência tranquila, o mesmo não aconteceu com Walace Pascoal, que encontrou dificuldades nos 40km do percurso. Acompanhado por Geraldo Resende, 34 anos, ele teve que superar algumas barreiras durante a trilha em uma tandem, bicicleta de dois lugares. ?Com essa bike não dá para fazer a curva direito, aí fica muito difícil. Sem falar que tinha alguns trechos bastante estreitos e eu acabava batendo nas árvores e folhas. Não dava tempo do Geraldo avisar os obstáculos?, relatou Walace.

Ainda assim, o ciclista estava satisfeito com o desempenho. ?O importante é confiar em quem está lhe guiando, aproveitar a sensação de liberdade, o vento na cara e a natureza?.

Walace faz parte do projeto Deficientes Visuais na Trilha há cinco anos, quando começou a perder a visão. Admirado pela força de vontade de Walace, Geraldo não poupou elogios ao companheiro. ?Fico encantado com a capacidade e persistência deles. Por mais que seja complicado, eles nunca desistem. É uma recompensa sem preço.?

Emoção na última curva

» Na elite masculina, o resultado foi decidido na última curva, quando Breno de Luca ultrapassou seu próprio treinador, Abraão Azevedo. O professor não se incomodou com o vice-campeonato. ?Estou trabalhando justamente para criar uma geração que nos represente bem no Brasil e no mundo. Nós temos potencial para isso?, justificou. Breno está se preparando para a Copa Internacional, enquanto Abraão pensa no Campeonato Panamericano e no Mundial.

Texto publicado no Correio Braziliense no dia 28Mar2011
de autoria de Caroline Aguiar

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